Antes, faço uma pausa para dar um depoimento pessoal sobre o tema.

O meu primeiro trabalho foi na rede bancária e durou 2 anos e meio. Saí por achar que era muito tempo no emprego. No segundo, na administração no ramo industrial durou 13 anos e saí na certeza de já ter cumprido um tempo razoável no emprego pois estava na hora de busca de novos horizontes. Na época meu patrimônio era um veículo e um apartamento financiado com saldo de 20 anos à pagar, ou seja, estava no prejuízo. Hoje com mais de 30 anos tocando o meu próprio negócio não penso e não estou como antes.

Agora, se vou parar ou não é outra estória, conto em outro artigo, que já tem nome: até 30 e depois dos 60 anos, pesquise aqui que encontrarão.

Sobre o tema, quero dizer que quem trabalha, digo no emprego formal, com hora de entrada e saída e descanso semanal, não tem tempo e nem motivação para fazer coisas interessantes, e ganhar dinheiro é uma dessas coisas.

Fica tão envolvido com o trabalho que tem hora para começar e terminar, não sobra tempo para fazer o que realmente vai lhe proporcionar ganhos e conquistas maiores e satisfação pessoal.

O salário fixo não favorece a motivação para ganhar mais, afinal todo mês está na sua conta bancária e funciona como um cobertor que cobre apenas as necessidades básicas, ou seja, é a sobrevivência sem sobras. É mais, o trabalhador formal nem ao menos manipula o dinheiro que ganha. É fundamental que você invista, compre e venda, enfim multiplique seus investimentos. Regra geral o assalariado nem vê o que ganha.

E assim quem trabalha não se torna apenas num sujeito sem tempo, mas também numa pessoa sem empolgação, sem esperança de conquistar mais dinheiro, pois uma eventual promoção demora e nada mudará a linha do tempo. Ademais, não trabalha para si, pois o resultado de trabalho é ganho para outros: da empresa, do patrão, o que faz que uma ideia nova não haja comprometimento.

Além disso, regra geral o trabalho leva o sujeito a um ciclo penoso: por ter muitas atribuições, ele se dedica pouco a cada uma delas com menos atenção, surgem mais erros e problemas, que consomem mais tempo para serem resolvidos com mais problemas, ele dedica-se cada vez menos e trabalha cada vez mais horas. Com tudo isso sobra pouco tempo para descansar, arejar a mente e renovar o ânimo, levando ao círculo vicioso do trabalho.

Em resumo, perde-se boas oportunidades, negócios e promoções com tudo isso. Trabalha-se muito, mas não ganha-se dinheiro.

Muitas vezes nos acostumamos com o ciclo penoso e não sabemos como sair dele, ou ainda para entrar em outra opção significa correr risco.

Eu tenho uma sugestão: além da coragem é preciso tomar algumas decisões um pouco radicais para quebrar o ciclo. Não se consegue fazer pequenos ajustes. É preciso fazer grandes mudanças de hábitos e atitudes. E para quem quer ingressar neste caminho, o ingrediente persistência é fundamental neste processo de mudança.

Além do mais é necessário delegar mais, assumir e priorizar atividades, dizer mais ‘não-posso’, ter independência e tempo para cuidar das atividades físicas e hobby, organizar melhor a agenda e a vida.