INTELIGÊNCIA: mudou a definição

“Qualquer um pode irritar-se, desde que seja com a pessoa certa,
Na hora certa, na medida certa, pelo motivo certo e da maneira certa.

Na minha época de escola, os alunos mais inteligentes eram considerados aqueles que sabiam somar rapidamente, decoravam longos textos e tiravam notas altas nas provas. Daquela época para os dias atuais, a definição de inteligência não é a mesma.

Realização pessoal e sucesso profissional não dependem apenas de talento, competência ou sorte. Descobriu-se recentemente outro fator fundamental: inteligência profissional. Ter controle sobre os sentimentos, saber e colocar no lugar do outro, perceber como as pessoas se sentem em relação a você, são atitudes básicas para quer se dar bem na vida e no trabalho.

Para o trabalho os dirigentes de empresas e homens de recursos humanos tiveram que avaliar e rever os conceitos do que é inteligente e refazer seu manual de qualificações.

Descobriram que os conhecimentos lógicos precisavam se equilibrar com os outros conhecimentos, como os sentimentos e emoções. Nas entrevistas de contratação os candidatos podem perder pontos se durante a conversa demonstrarem pouco domínio da inteligência emocional, como exemplo criticar sem apresentar sugestões para resolver um problema, ou simplesmente falar mal de seu antigo chefe.

Já para os profissionais que estão trabalhando, apesar da exemplar formação técnica, fluência em idiomas, e sendo um profissional altamente capacitado, que preenche todos os requisitos do mercado, pode ter avaliação negativa se for arrogante, descontrolado emocionalmente ou egoísta.

O último trabalho mais completo sobre o assunto que tive a oportunidade de conhecer, foi escrito pelo autor Daniel Goleman, com seu livro denominado “Inteligência Emocional”, que em síntese trata do autocontrole e a necessidade do profundo conhecimento sobre você mesmo e sobre os outros.

Do estudo do tema, nota-se que não existe uma fórmula para se adquirir a inteligência emocional. Veja o caso do arrogante que pode ser avaliado como negativo, porém em conjunto com outras características, como o carisma, pode criar um determinado perfil político de muito sucesso.

Existe uma grande tendência entre os dirigentes de empresas que relações de trabalho mal resolvidas não são produtivas, e daí a necessidade de buscar profissionais com equilíbrio emocional, ou melhor, com inteligência emocional.

Qualquer um pode irritar-se, desde que seja com a pessoa certa, na hora certa, na medida certa, pelo motivo certo e da maneira certa.

Se não existe fórmula, a sugestão para que você adquira a tão almejada inteligência emocional, é esfriar a cabeça e absorver possíveis momentos de dificuldade, fazendo do seu critico um aliado, procurando dividir o seu trabalho com os demais, valorizando a sugestão dos outros e assumindo as responsabilidades.

João de Araújo é pós-graduado em RH, advogado atua na área trabalhista, diretor da Abal Gestão de Serviços Ltda.

 

 

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