REQUALIFICAÇÃO: já

REQUALIFICAÇÃO: já

O mercado exige evolução constante do profissional, sob pena de ver diminuída suas chances de oportunidades, daí a necessidade do trabalhador ter que requalificar-se em curtos espaços de tempo para compensar eventuais defasagens do conhecimento que a profissão exige.

Atualmente acomodar-se por um ano, é muito mais perigoso do que fizeram nossos antecedentes por dez anos a tempos atrás. O trabalhador precisa hoje ler e entender vários manuais em línguas diferentes, para então enfrentar o mundo dos projetos, da polivalência e da multifuncionalidade.

Discute-se a globalização e suas conseqüências, as exigências que dela decorrem no momento de buscar outro trabalho ou até de manter-se no mesmo. Informática, conhecimentos das línguas inglesa e espanhola são básicas e indispensáveis para qualquer profissional, além dos conhecimentos gerais de sua área de atuação, tem sido requisitos solicitados obrigatoriamente. Porém outros itens são desejáveis, como ter excelentes estudos, pós-graduação, doutorado, mestrado além de necessária liderança e muita sorte.

Para quem quer requalificar-se deve ter em mente que o dinheiro não é tudo. É uma deficiência compensável. A falta de dinheiro no bolso, não elimina a sobra de conhecimentos na cabeça. Quem não tem dinheiro deve usar da melhor maneira possível o conhecimento que tem.

Requalificação é aprendizado. No emprego ou fora dele pode se aprender muita coisa sem gastar um centavo. Basta apenas prestar atenção nos que os outros fazem de melhor e aprender com eles. O trabalhador deve reconhecer o que não sabe fazer, mas precisa saber descobrir quem é capaz de lhe fornecer esse conhecimento e cultivar relacionamentos e parcerias com essas pessoas.

Temos que lembrar que não existem empregos iguais: a iniciativa combinada com habilidade do trabalhador lhe dará muitos pontos. Infelizmente estes requisitos ainda não são ensinados nas nossas escolas, e para aprimorá-los é necessário muito treinamento.

O governo deve ocupar-se da educação básica e técnica, o que está longe do desejável. Ás empresas cabe a educação prática. Nunca ouvi falar em professor da requalificação. Antes de requalificar-se é necessário formar as pessoas que irão desempenhar estas funções, o que infelizmente não ocorre.

Trabalhando nesse mercado, tendo contato com todos os níveis de profissionais, percebo que muito se deve fazer em relação a requalificação do trabalhador. É comum os profissionais motivados pela ansiedade de encontrar saídas práticas e rápidas creditarem a terceiros a responsabilidade pelo seu desenvolvimento.

Esperam pela iniciativa dos governos, das empresas e das entidades, quem nem sempre acontecem, e descobrem tarde demais, que deviam ter buscado alternativas creditando toda a responsabilidade a si próprio.

A conclusão pela minha vivência profissional no meio é que a requalificação do trabalhador depende muito mais das iniciativas e ações individuais do próprio profissional do que de apoio institucional ou de terceiros.

O mundo produtivo mudou muito, mudou também o foco do trabalho. Está em mudança a ação das áreas institucionais de requalificação do trabalhador. Tudo isso pede mudança de postura dos interessados.

Por fim, esta conversa fica muito mais interessante e eu disser que o trabalhador deve fazer bem a sua parte, desenvolvendo o seu próprio potencial, e que visualize a sua carreira fazendo seu próprio plano de autodesenvolvimento e possa se tornar um profissional com excelente nível de requalificação.