ÉTICA: na vida e no trabalho

“Ética se confunde também com honestidade,
que começa na verdade em casa”

Não raro deparamos com pessoas que estão quebrando os padrões da ética. Vejo todo dia comportamentos que nada acrescentam às relações pessoais.

Desvios de conduta ocorrem porque as pessoas agem apenas em função de seus próprios interesses. Existe a impressão de que para ser alguém temos que levar vantagem em toda e qualquer situação.

A política está recheada de maus exemplos de conduta. No trabalho também é fato rotineiro. São pessoas que se deixam levar apenas pelo desejo traiçoeiro da conquista, desviando seus comportamentos daquilo que é correto. Por incrível que pareça, as pessoas honestas e de boa índole acabam passando por tolas.

Também não bastam boas intenções apenas. Antes de ter ética com os outros é necessário que você seja ético com você mesmo.

Não mentir, não jogar a culpa nos outros, não fazer fofoca, não prometer e depois não cumprir, tudo isso é necessário para manter os bons padrões de ética e comportamento.

Os profissionais de Recursos Humanos nas empresas tem se preocupado muito com este tema, tanto que definem os procedimentos que devem ser seguidos pelos funcionários para não incorrerem nas penalidades previstas pelo Regulamento Interno da Empresa. É necessário frisar que os chefes, diretores e patrões também devem ter uma conduta que esteja de acordo com os padrões éticos elaborado para os funcionários normais.

Dada à importância da ética na vida e no trabalho, deveria fazer parte da educação básica e primária dos indivíduos, para que desde cedo pratiquem o discernimento entre o certo e o errado, a boa moral e os bons costumes.

Falta disso, somos obrigados tardiamente a dizer para as pessoas, depois de adultas, o que não pode ser feito nas situações mais elementares do mundo. Precisamos colocar placas do tipo “É proibido pisar na grama”, “É proibido fumar”, “Hospital: faça silêncio”, “É proibido estacionar,” “Mantenha limpo este banheiro”, “Obedeça a Fila”, etc. Na verdade neste tema ainda as pessoas precisam do “não.”

Ética se confunde também com honestidade, que começa na verdade em casa. Sua aprendizagem bem como a de todos os seus demais ingredientes devem ser estimulados pela família, através do exemplo e da convivência quando criança.

Mas as empresas podem ajudar muito na sua reciclagem ou na sua consolidação não por mero paternalismo, mas porque, além de caracterizar o papel social que cabe a todas as organizações, essa iniciativa certamente traria retorno na forma de melhores resultados.

E desde que, percebendo isso, tenham vontade política de promover efetivas mudanças, acreditando e investindo em pessoas. Acredito firmemente na capacidade do ser humano refletir, avaliar, evoluir e mudar para melhor senão, não teria escolhido este espaço para escrever.

João de Araújo é pós-graduado em RH, advogado e consultor trabalhista e
diretor da Abal Gestão de Serviços Ltda