MEU CARGO DESAPARECEU!!!

Descubra as atividades que não estão sendo satisfeitas na empresa.
Junte-se às equipes de funções cruzadas em
processos que agregam valor para os clientes

Certamente você já viu este filme antes. Alguém que trabalhava numa empresa com um cargo tradicional, que acomodado viu seu cargo sendo levado para o arquivo morto, e acabou virando história, porque sua empresa em fase de reestruturação, acabou dispensando-o.

Muitas organizações já tentaram reduzir custos e se tornar mais eficientes, simplesmente reduzindo tarefas, enquanto as empresas inovadoras não reduziram apenas a sua força de trabalho. Elas estão mudando a forma na qual os funcionários trabalham. Estão mudando de funções e tarefas específicas divididas em departamentos para o trabalho baseado em processos e em equipes ou times de trabalho. Esses times, que às vezes são até terceirizados, se reúnem para construir um novo produto ou uma nova forma de trabalho.

Para quem ainda não foi arquivado, que você deve fazer? Se a sua empresa está se reestruturando, você pode até enviar currículos para outras empresas. Naturalmente, você estará trocando um emprego vulnerável por outro. Ou você pode decidir sobreviver, e até mesmo prosperar, derrubando os paradigmas das atividades específicas de seu cargo.

Se este for o seu caso, primeiramente, você deve esquecer o cargo. Descubra as atividades que não estão sendo satisfeitas na empresa. Junte-se às equipes de funções cruzadas em processos que agregam valor para os clientes.

As tarefas estão desaparecendo – e desta vez para melhor. Não é uma questão de redução de custos, pois, até mesmo em período pós-recessão, os empregos perdidos não estão voltando.

Para onde estão indo os empregos? Em algumas empresas, a questão é puramente matemática. O número de empregos está sendo reduzido. Mas, em muitas empresas, os empregos não estão somente sendo reduzidos. Estão sendo transformados, por meio de uma moderna tecnologia e de reestruturações organizacionais. Essas empresas estão criando formas mais eficientes e produtivas para organizar o trabalho. A redução resultante no número de empregos é um dos subprodutos desses esforços.

Estamos assistindo, nesta última metade de década, a um processo de desindustrialização nacional, ou seja, ao abandono do fazer dentro de casa versus terceirizar com preço inicial menor, ou, ainda, importar seja de onde for. As empresas compram tudo de terceiros porque a tendência hoje no mercado de competitividade  é desfazer-se de procedimentos que não estão ligados diretamente ao produto final da empresa.

Achamos até um vilão para tudo isso – o “Custo Brasil”, devido aos 75 impostos (isso mesmo que acaba de ler – solicite-me a relação completa) que compõem a carga tributária, que espera-se que um novo governo possa reduzir Nacional, pois os cargos que desparecem no setor industrial dificilmente são transferidos para outros setor, basta ver o caso dos bancos estão eliminando milhares de postos devido à tecnologia da informação.

Podemos até predizer que 50% dos atuais desempregados não ocuparão mais as funções de seu antigo cargo, pois muitos dos antigos cargos serão eliminados. É bom que se diga que isto não tem nada a ver com o processo de automação em larga escala.

Estabelecer decisões empresariais de grande impacto para reduzir custos e perdas e aumentar a capacidade de competir num mercado cada dia mais seletivo, são metas a serem perseguidas com tenacidade, para garantir a sobrevivência do negócio.

João de Araujo