EMPREGO: PARA NOSSOS FILHOS

João de Araújo

Pais procuram emprego para seus filhos que estão na idade adolescente, deparam com as dificuldades e exigências do início da carreira além das perspectivas que os empregos tradicionais estão se acabando.

Antes de entrar no tema proposto, faço um parênteses para explicar-lhes as 3 formas que nossos filhos irão escolher a sua profissão. A primeira é pela vocação, quanto se tem afinidade com determinada área profissional. A segunda é pela identificação, que ocorre quando nos identificamos com algum profissional bem sucedido aplicando-se também quando os filhos seguem a profissão dos pais. E por último é quando a escolha da profissão ocorre por pesquisa junto ao mercado.

Feita esta análise, informo-lhes que as 500 maiores empresas brasileiras não acrescentaram um único emprego novo nos últimos dez anos. Pelo contrário, despediram em torno de 400 mil trabalhadores. E ainda, estas grandes empresas empregam apenas 2,3% dos trabalhadores brasileiros.

Nesta análise percebe-se que as chances de novas oportunidades de emprego nas grandes empresas são quase nulas. Sobram para empregar nossos filhos as médias e pequenas empresas que empregam 97,7% da força de trabalho.

É fato que a média e pequena empresa não figura no discurso dos governantes, não tendo prioridade nas decisões econômicas, como também não interferem no cenário trabalhista para que as leis flexibilizem as relações do emprego ou haja incentivo para a contratação de adolescentes.

Os governantes a nível federal, estadual e municipal, não tem prioridades econômicas para as médias e pequenas empresas. Ao contrário, além de aumentar a carga tributária destas, tem erroneamente priorizado as grandes empresas, incentivando as privatizações, buscando grandes investidores internacionais ou oferecendo isenção de impostos e doações de terrenos.

Mas o principal argumento para acalmar os pais aflitos com o emprego para seus filhos, é que existe um cenário favorável no futuro, pois o Brasil mesmo sendo atrapalhado pela maioria dos governantes e políticos, seja pela corrupção ou falta de incentivo concreto ao emprego para os iniciantes, posso dizer com segurança que o Brasil estando em desenvolvimento tem um potencial de consumo enorme para ser explorado o que aumentará a demanda do emprego.

Porém antes de encaminhar uma profissão aos seus filhos, os pais devem atentar que no futuro próximo o padrão de emprego atual não mais existirá, o que prevalecerá é o trabalho feito com inovação, pois mais do que se apropriar do conhecimento disponível é necessário colocar-se na frente dele e participar de sua renovação interminável.

Inovação por enquanto é a palavra chave para sobrevivência do trabalhador do futuro. Para tanto, insisto com esses pais que preparem seus filhos para que eles saibam adquirir competência e conhecimentos práticos que sejam requeridos pelo mercado no momento que iniciarem a carreira profissional.

Digo ainda, que os filhos não preocupados com o futuro profissional ou estiver freqüentado escola mais interessada em ensinar o que era importante no passado do que será importante no futuro, vai ficar sem ter o que fazer.

Nesta direção finalizo dizendo o seguinte: no futuro faltarão empregos, mas não faltará trabalho.

Minha colaboração com os pais vai mais além, estou indicando neste artigo uma gravura com as 10 Dicas Para Um Jovem Vencedor, que poderão imprimi-lo (clique aqui) e colocar em local que seu filho possa sempre estar lendo. Boa sorte.

João de Araújo é pós-graduado em RH, advogado e consultor trabalhista e diretor da Abal Serviços & Training Ltda. e-mail – [email protected]

OLHO COM FUNDO CINZA
(INSERIR ENTRE AS COLUNAS)

“ que os filhos não preocupados com o futuro profissional ou estiverem freqüentando escola mais interessada em ensinar o que era importante no passado do que será importante no futuro, vai ficar sem ter o que fazer”

• Emprego
• Criação de «pools» locais (em bairros, condomínios, blocos habitacionais) de prestadores de serviços pessoais, por iniciativa de vizinhos ou outros grupos comunitários que contratarão em conjunto pessoal para diversas tarefas domésticas ou locais, regulares ou esporádicas (festas)
• Crescimento da procura de trabalhadores «nómadas»
• Institucionalização de períodos «sabáticos» para os empregados e colaboradores (licenças sem vencimento ou com remuneração parcial, ou prémios) em todo o tipo de organizações e empresas
Nichos em alta
• Seguros para divórcios e para pais face ao risco de crimes ou delitos cometidos por filhos menores
• Boom de clínicas de inseminação artificial e tratamento de infertilidade nos dois sexos com base no desenvolvimento da venda por catálogo ou via Web
• Campos de empreendedorismo para adolescentes
• Versões «on line» substituirão mais facilmente os produtos impressos de ‘leitura rápida e para deitar fora’
• Exploração comercial desmedida do exibicionismo pessoal
• Vestuário electrónico
• Boom do Marketing para comunidades virtuais
• Boom dos produtos agro-biológicos
• Desenvolvimento do negócio da telemedicina
• Boom das medicinas alternativas
• Generalização do funcionamento 24 horas pelo retalho
• Ensino em rede