PONTUALIDADE: para os impontuais

“se você é pontual pode e deve
exigir pontualidade dos outros”

Chegar no horário ao trabalho ou em qualquer compromisso assumido, ou ainda ser atendido no horário é mais que uma obrigação, é um dever. Tenho o costume de ser pontual, mas vejo que existe o hábito geral da impontualidade. Você leitor já deve ter sido vítima da impontualidade de pessoas e segmentos da sociedade que deveriam zelar pela obrigação de atender no horário marcado.

A regra do atraso e de ser impontual produz efeitos negativos para as pessoas e instituições que assim agem. Fato interessante é que na maioria das vezes nem dão conta que estão causando sérios transtornos a terceiros.

Vejam o que ocorre na Justiça Trabalhista onde são elaboradas pautas de audiências com horários pré-marcados e chegam a absurdos atrasos nos horários estabelecidos. Na espera ficam passivos os que pleiteiam seus direitos, os profissionais que representam as empresas, os advogados e testemunhas, todos que na busca de justiça acabam perdendo horas preciosas em seus afazeres.

Situações como esta colocam em má situação o aparelhamento da Justiça, que nunca poderá explicar a demora convincentemente para quem padeceu de tanto incômodo. Aliás como é órgão da Justiça deveria começar fazendo justiça em casa ,e cumprir os horários pré- estabelecidos, é apenas o início dessa prática.

No segmento médico costumam seguir o mesmo caminho da impontualidade. Marcam-se os horários e atendem-se horas depois. Muitos órgãos públicos e bancos acharam uma solução instigante para o problema da impontualidade. Criaram as filas e fornecem senhas para disciplinar a espera e justificar a sua impontualidade. Em tese estão regulamentando a impontualidade quando deveriam eliminá-la.

O interessante é que o inverso não funciona. Deixe a Justiça lhe esperar alguns minutos, ou não compareça no horário marcado com o seu médico ou ainda deixe que o banco entre na fila para atender você, tenho certeza que não serão complacentes com a sua impontualidade.

Neste país, em regra, salvo exceções o cidadão tem tratamento de segunda categoria. Digo isso porque no primeiro mundo, a Inglaterra por exemplo é conhecida como o país da pontualidade.
E você? Como vê este problema? Escreva-me e diga o que pensa sobre este assunto. Afinal e a sua pontualidade? Espero que os exemplos não levem à constatação que ser impontual é normal, ou melhor, é sinônimo de “status”.

Se você é impontual, trate de mudar este comportamento, se não quer ter pontos negativos em seu prontuário da vida, além dos malefícios que pode causar à sua eficiência e à sua imagem . Se você trabalha em algum órgão que tem este costume, procure entender que as pessoas vêm pessoas e não órgãos, então se esforce para mudar este comportamento.

Depois de corrigido o seu problema ou do órgão que trabalha, manifeste seu desagrado contra os demais impontuais. Não deixe por menos, pois se você é pontual pode e deve exigir pontualidade dos outros. Afinal, administrar o seu tempo para que não cause transtornos aos outros é mais que uma obrigação, é um dever.

João de Araújo é pós-graduado em RH, advogado e consultor trabalhista e diretor da Abal Gestão de Serviços Ltda