CAVALO DE PAU: nos empregos.

CAVALO DE PAU: nos empregos.

Antigamente, “cavalo de pau” era um brinquedo feito de madeira, ou um cabo de vassoura usado como cavalo. Depois evoluiu para manobras bruscas de veículos, feita por jovens ou marmanjos irresponsáveis que em muitos casos, fazem vítimas.

Surpreendentemente, o termo “cavalo de pau” teve mais uma evolução de significado, quando um ministro do novo governo, em reunião com integrantes do seu partido, sem saber que estava sendo filmado, afirmou ter dado um “cavalo de pau” na economia. Ao ser avisado, constrangido mudou o rumo para um pronunciamento mais politicamente correto.

Não só a economia, o mercado de trabalho também teve um “cavalo de pau”, e desta vez já fez uma vítima: o emprego. Neste momento o desemprego atinge um recorde histórico, o maior nível desde 1985, que segundo uma pesquisa do Dieese, um em cada cinco trabalhadores da região metropolitana de São Paulo, estão sem emprego.

Com esses dados, significa dizer que 20,6% da população economicamente ativa estão sem trabalho. A pesquisa mostra ainda que a renda do trabalhador atingiu o menor valor nos últimos 18 anos, o que torna a situação do mercado de trabalho dramática.

O Produto Interno Bruto (PIB), que é toda a riqueza produzida no país ficou estagnado em relação ao último trimestre. Segundo todos esses indicadores negativos, é reflexo do impacto recessivo das medidas adotadas pelo novo governo.

Diante desse panorama desfavorável, nota-se que os trabalhadores foram enganados pelas promessas do novo governo quando acreditou no discurso da campanha eleitoral na geração de 10 milhões de empregos, caso fossem eleitos e viessem a governar o país.

Se fosse promessa para ser cumprida, o novo governo teria que já ter gerado nestes seis meses de governo hum milhão, e duzentos mil empregos, e o que ocorreu segundo a pesquisa do Dieese, além de não gerar nenhum emprego ainda diminuiu o nível de emprego, o que vem a confirmar o verdadeiro “cavalo de pau” na geração de empregos.

E para piorar de vez, o golpe de misericórdia vem da reforma tributária, que vai aumentar a carga tributária das empresas o que fatalmente irá agravar ainda mais a oferta dos empregos.

O povo já começa a questionar: cadê os empregos?. O principal argumento que justifica o descontentamento é o de que o novo governo foi eleito para cumprir o que prometeu além de executar uma mudança radical nos rumos do mercado de trabalho.

Nenhum dos 53 milhões de eleitores que votaram no novo governo, esperavam que o eleito desse “cavalo de pau” na economia e no mercado de trabalho. Os eleitores a partir destes dados que mostram um recorde do desemprego, irão mostrar que estão insatisfeitos.

Os eleitores devem cobrar dos integrantes do partido e da base aliada local para que entendam que em face da situação que chegamos não existe mais espaço para desculpas, e assumam a responsabilidade do mandato recebido de boa fé da população, fazendo os esforços necessários para que o novo governo cumpra as promessas feitas aos eleitores melhorando em curto prazo a oferta de empregos.

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