EMPREGO: para nossos filhos

EMPREGO: para nossos filhos

Muitos pais me procuram em busca de emprego para seus filhos que sem encontram na idade adolescente. Argumentam suas preocupações com as perspectivas do fim do emprego tradicional, e das dificuldades que seus filhos encontram para iniciar a carreira profissional.

Neste contexto, tenho em mãos dados que comprovam que as 500 maiores empresas brasileiras não acrescentaram um único emprego novo nos últimos dez anos. Pelo contrário, estas empresas despediram em torno de 400 mil trabalhadores. E ainda mais, estas grandes empresas empregam apenas 2,3% dos trabalhadores brasileiros.

Nesta análise percebe-se que as chances de novas oportunidades de emprego nas grandes empresas são nulas. Assim nesta linha de raciocínio sobram para empregar nossos filhos as médias e pequenas empresas que empregam 97,7% da força de trabalho.

Os governos a nível federal, estadual e municipal, não tem prioridades econômicas para as médias e pequenas empresas. Ao contrário, tem priorizado as grandes empresas, incentivando as privatizações ou buscando grandes investidores internacionais ou oferecendo isenção de impostos e doações de terrenos.

A média e pequena empresa mal figura no discurso dos governantes, não tendo prioridade nas decisões econômicas, como também não interfere no cenário trabalhista para que as leis flexibilizem as relações do emprego ou haja incentivo para a contratação de adolescentes.

Mas o principal argumento para acalmar os pais que me procuram, é que existe um cenário favorável no futuro, pois o Brasil mesmo sendo atrapalhado pelos políticos, seja pela corrupção ou falta de iniciativa no incentivo ao primeiro emprego, tenho dados que me permite afirmar com segurança que o Brasil tem um potencial de consumo enorme para ser explorado o que aumentará a demanda do emprego.

Para tanto, insisto com esses pais que preparem seus filhos para que eles saibam adquirir competência e conhecimentos práticos que sejam requeridos por esse novo mercando que desponta como promissor.

Digo ainda, que os filhos não preocupados com o futuro profissional ou estiver freqüentado escola mais interessada em ensinar o que era importante no passado do que será importante no futuro, vai ficar sem ter o que fazer.

Nesta direção finalizo dizendo o seguinte: no futuro faltarão empregos, mas não faltará trabalho.