Vou trabalhar no interior

O título me lembra o poema , Vou-me embora pra Pasárgada, de Manuel Bandeira, que o escritor quer escapar para um lugar melhor, fugindo da sua realidade.

No mesmo sentido, você pode ser o personagem do poema, indo em busca de novas oportunidades de emprego que surgem no interior do país.

Trânsito, correria, impaciência, quem mora na cidade grande têm sempre a impressão de estar correndo contra o tempo. Já no interior… poderá facilmente poderá trabalhar em distância de 15 minutos a 20 minutos., Ou até ir a pé no trabalho.

Mas o sonho de viver no interior não é mais defendido apenas por quem quer qualidade de vida. Segundo o IBGE, 5 milhões de empresas migraram das capitais para o interior do país. O que torna o mercado de trabalho um outro grande atrativo, principalmente para os jovens.

No início pode ter alguma dúvida, tem a família, mas você acaba vencendo tudo isso e acaba indo pra frente, pois o  país no qual vivemos é grande e há mercado de trabalho em quase todas as regiões.

Por isso se você olhar pra fora de onde está e aceitar se arriscar um pouquinho vai descobrir que há grandes oportunidades esperando por você.

E por fim vai o poema, para sua melhor inspiração:

Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada

Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconsequente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive

E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe – d’água.
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada

Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcaloide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar

E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
– Lá sou amigo do rei –
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada.

João de Araujo é pós graduado em RH, advogado e consultor trabalhista e diretor da Abal Gestão de Serviços Ltda.