MINHAS EMOÇÕES: estão sendo avaliadas

MINHAS EMOÇÕES: estão sendo avaliadas

Há alguns anos atrás em uma entrevista para um cargo administrativo o candidato me questionou quais os critérios que seriam usados na avaliação. Respondi que fora os critérios técnicos que seriam de responsabilidade do setor correspondente, existiam outros critérios aplicáveis pelos Recursos Humanos, entre eles estava a avaliação grafológica, ou seja, a análise da escrita.

Para meu espanto o candidato revoltou-se, questionando como poderiam avaliar a sua competência pela escrita, afirmando ser critério injusto e descabido. Ao se despedir reafirmou a sua discordância daquele critério que nunca ouviu falar e que a empresa deveria eliminar este critério de avaliação.

Reprovei-o não pela escrita, mais pelo descontrole emocional, pois se na entrevista comportou-se agressivo, imagine como se comportaria no dia a dia do trabalho. Sobre a escrita posso voltar ao assunto no futuro, porém o meu tema desta semana é sobre as emoções de candidatos e profissionais.

Hoje é necessário que os candidatos em entrevistas e profissionais em trabalho mantenham a calma mesmo em meio às contrariedades e divergências de opiniões, pois quando os descontroles de ordem pessoal ocorrem, os ânimos se exaltam, todos passam a condição de perdedores.

Contornar a própria exaltação e transformar impasses em ações produtivas, estar-se-á controlando as próprias emoções, seja no momento da entrevista a um novo cargo ou no desempenho profissional.

Atualmente as empresas exigem das pessoas habilidades na convivência com as pessoas e nas soluções dos conflitos do que propriamente as suas características técnicas. Daí a preferência por funcionários equilibrados que controlem as suas emoções, e que consigam direcionar suas energias para o entendimento.

Como no exemplo do início, as empresas sempre têm receio de que seu futuro contratado seja descontrolado, nervoso ou intolerante. Esse perfil é capaz de prejudicar com os negócios de uma empresa, sendo uma das causas de demissões.

Essa tendência no mercado de trabalho ajuda a entender por que um dos candidatos a Presidente da República foi derrotado, por ter o “pavio curto”, e outro ganhou a eleição com o tom da conciliação e intitulando-se “paz e o amor”.

Lembre-se que as empresas têm larga preferência pelo profissional equilibrado, capaz de ouvir e de agüentar em silêncio as divergências. Assim estão avaliando constantemente as suas emoções.

Minha sugestão para que você adquira o controle das suas emoções, é esfriar a cabeça e absorver possíveis momentos de dificuldade, fazendo do seu crítico um aliado, procurando dividir o seu trabalho com os demais, valorizando a sugestão dos outros e assumindo as suas responsabilidades.