ATENDIMENTO: público ou privado?

ATENDIMENTO: público ou privado?

Uma leitora me enviou um e-mail, me questionando o porquê de em muitos dos meus artigos, fazer referências ao atendimento do  funcionalismo público, ressaltando o seu lado negativo e quase nunca falando das suas qualidades como um todo.

Achei o questionamento interessante, mesmo porque o momento é oportuno quando existe a discussão da previdência do funcionário do setor público, e outras questões serão suscitadas quanto ao desempenho e a qualidade do atendimento prestado aos contribuintes

Diante desse fato, reli minhas escritas e realmente verifiquei que fiz referências ao atendimento e outras iniciativas poucas positivas, como o  ponto facultativo em que o funcionalismo público folga e o restante da população fica sem atendimento, as longas filas nos órgãos públicos, o atraso das   audiências marcadas,  etc.

Nesse sentido, constatei que não me referi simplesmente ao funcionário público, que é um trabalhador igual ao funcionário privado, ressalvadas alguns benefícios. A minha referência é quanto à qualidade e as deficiências dos serviços prestados pelos órgãos públicos no geral.

Verifiquei ainda que a minha indignação quanto aos temas abordados naqueles artigos, é uma ajuda ao funcionário público que muitas vezes não tem espaço na mídia para reclamar da sua própria entidade.

Então respondi para minha respeitosa leitora que a minha colaboração  a ela e aos demais trabalhadores públicos é ressaltar o lado negativo, porém os elogios virão automaticamente tão logo as entidades públicas reconheçam a importância do benefício do seu trabalho e coloquem seus funcionários em sintonia com a aspiração da população.

Ao tema atendimento público ou privado, fui mais adiante, pesquisei junto a um universo de trabalhadores comuns, qual o atendimento que preferem: o público ou o privado. O resultado não foi nenhuma surpresa, o que obtive foi um resultado de 97% pela preferência ao atendimento do setor privado.

Estas questões devem ser analisadas pelos administradores públicos, e assim, nunca vi preocupação em pesquisar como anda o atendimento do setor público ou fazendo um programa de qualidade total como é comum no setor privado.

Além do mais existem outras distorções, no setor privado se paga pelo desempenho. Os que não mostram resultados acabam sendo demitidos. Já no setor privado não tem esta equivalência de desempenho, pois se paga pelo cargo.

Está na hora dos  legisladores e administradores públicos  prestigiarem os nossos servidores públicos,  criando novas leis e dotando-os de infra-estrutura e controle semelhante ao setor privado, que estimulem a prestarem um serviço com qualidade aos contribuintes.

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