COMÉRCIO: contratar ou não contratar

“Não existe possibilidade de poucas vendas no final do ano.
Prepare-se, contrate muitos vendedores, porque
este é um aviso que vamos invadir a sua loja para consumir.

O final do ano se aproxima, e tradicionalmente o comércio se vê as portas de alavancar as suas vendas com a entrada do dinheiro pago aos trabalhadores a título de décimo terceiro salário, como também pela tradição das pessoas em dar e receber presentes nessa época.

Para atender esta finalidade de acréscimo nas vendas, o comércio se socorre ao instituto do trabalho temporário, previsto na Lei 6019/74, na qual utilizam trabalhadores fornecidos pelas empresas especializadas nesta modalidade de mão de obra.

Nesta época os comerciantes devem se preocupar exclusivamente com sua atividade fim, ou seja, as vendas, e obter os melhores resultados e oportunidades de faturamento, tendo para essa finalidade a disposição de várias agências de empregos na cidade que podem fornecer todas as orientações necessárias para quem deseja aumentar temporariamente seu quadro de profissionais.

As contratações ocorrem durante o mês de novembro e são indispensáveis para que as vendas sejam coroadas de sucesso, seja pelo volume ou pela qualidade no atendimento, pois o comerciante deve contratar um profissional produzindo, garantindo uma excelente recepção aos consumidores, pois, no final de ano o cliente quer fazer um consumo rápido já que está com o dinheiro disponível.

Este ano foi marcado por crises, o que leva parte dos comerciantes a adiarem as contratações para atender o acréscimo de suas vendas. Neste contexto, prever poucas vendas, seria o mesmo que admitir que os consumidores teriam que deixar de dar e ganhar o tradicional presente de final de ano.

Imagine você participando da confraternização do amigo secreto e se desculpando ao ter revelado seu amigo, que foi pego pelas incertezas do mercado e não poderá dar o tradicional presente.

O mercado dá sinais de recuperação de suas vendas, e é certo que não temos nenhum indicador de que seja um final de ano catastrófico. Eu vou comprar, você vai comprar, a população da cidade vai consumir, sem contar com os compradores que vêm de cidades próximas.

O que vai ocorrer é a repetição de anos anteriores, e este não será exceção, em que mesmo o comerciante sendo pessimista irá vender mais do que nunca, e ao término do ano teremos uma excelente avaliação das vendas de boas festas.

A diferença é que o comerciante que não se preparar com vendedores experientes, corre o risco de ter pouca qualidade no atendimento, o que poderá refletir no futuro, com avaliação negativa pelo consumidor.

O comerciante deve mudar sua postura frente às incertezas do mercado, deve ser mais otimista e sair na frente das possíveis crises, preparar o seu comércio com um excelente visual, com estoques adequados e conforto para receber os consumidores. Não existe possibilidade de poucas vendas no final do ano. Preparem-se, contrate muitos vendedores porque este é um aviso que vamos invadir a sua loja para consumir.

João de Araujo, pós-graduado em RH, advogado e assessor trabalhista, e diretor da Abal Gestão de Serviços Ltda.