Como fazer um curriculo

Na hora de procurar um emprego, o primeiro passo é fazer o currículo. É como diz o ditado: a primeira impressão é a que fica. Se ele for atraente para o empregador, vai ser muito eficiente para abrir as portas do emprego.

Imagine colocar em duas ou três folhas de papel tudo de importante que você fez na sua vida profissional e na sua trajetória escolar? Parece difícil, e é mesmo. Um currículo pode definir se você será ou não contratado. Ele pode gerar boas oportunidades de contato com as empresas ou simplesmente fechar essas portas.

Pra começar, deve ter no máximo três folhas. O papel pode ser branco ou de cores suaves. As letras devem ser padronizadas, sem negritos e sublinhados em exagero. Isso passa a impressão de uma pessoa organizada. Relate apenas aquilo em que você realmente é bom em frase curtas, de, no máximo, três linhas. Coloque a identificação básica: nome, endereço, telefone, estado civil, tudo sem abreviaturas. O objetivo profissional buscado deve ser colocado de forma resumida, assim como o histórico escolar.

E uma outra dica importante: faça o currículo valorizando mais ou menos os seus dados de acordo com o perfil da empresa pra qual você vai mandar.

Para ter um bom currículo, precisa ser uma impressão original, a foto 3×4, não colocar uma foto de book, foto que você foi numa festa, você cortou o seu rosto e colou lá. Quando você vai deixar o currículo pessoalmente na empresa, ir sempre bem aparentável, cabelo bem arrumado para as  meninas, uma maquiagem nos tons pastéis. Para os homens, eu recomendo uma calça social, uma blusa social que não seja estampada, que não seja listrada.

Tão importante como saber o que fazer é saber o que não fazer. Nunca junte cartas de referência ou certificados de conclusão. Não informe pretensão salarial ou o último salário. Erros de português, nem pensar. Desenhos também não.

Não dê informações genéricas, por exemplo: tenho bastante experiência. Seja mais específico – prefira: tenho cinco anos de experiência, por exemplo. Não escreva números por extenso, a não ser nas datas. E uma última dica: nunca minta.

Isso num processo de seleção, numa entrevista, pode ser checado. Então a pessoa tem que ser verdadeira e ela tem que buscar as alternativas que são compatíveis com seu perfil.

Richard Lipstein é diretor de uma das maiores agências de recrutamento do mundo. Ele diz que os profissionais mais experientes e os que estão apenas entrando no mercado de trabalho andam exagerando na mesma proporção. E aconselha: nunca minta a respeito da sua escolaridade ou das suas habilidades. “Hoje em dia, com a data de nascimento e número de CPF, é possível descobrir tudo sobre a vida de uma pessoa”, ele diz.

Você viu que, além das suas competências, a maneira como você faz o currículo também é importante. E depois de pronto, enviado, vamos torcer. Aprovado, o próximo passo é ser chamado para uma entrevista individual.

João de Araujo é pós graduado em RH, advogado e consultor trabalhista e diretor da ABAL GESTÃO DE SERVIÇOS LTDA.