QUEM MANDA: sou eu

QUEM MANDA: sou eu

No trabalho ou na vida, se você tem o costume de usar a frase título deste artigo, é sinal que você não manda nada. Esta estória de dizer quem “manda sou eu” é um indício de prepotência, é uma alternativa não usual de uso da força para consumar uma prática que poderia ser melhor demonstrada nas atitudes.

Antes de tudo, é bom frisar que o verdadeiro chefe, gerente ou líder cria seguidores, e esta conversa de dizer: quem manda sou eu é um mau exemplo que poderá incentivar outros a utilizarem o mesmo método, e se um mandando já é demais no ambiente, imaginem dois ou mais dizendo que mandam.

Ter a autoridade sobre os outros, dá uma sensação de poder que não pode ser ilimitado e deve ser exercido com muito cuidado e moderação. Esta sensação de poder, quando canalizado de forma errada, pode ser muito desastroso para a empresa e para o profissional que tem o costume de usá-lo. Mesmo os mais experientes escorregam no exagero de mandar, esquecendo que deveria compartilhar decisões com os subordinados.

Nossas convicções a respeito do ser humano têm uma grande influência sobre o resultado das nossas interações com as pessoas. O ser humano tem a preferência de ser dirigido por outros, e neste ambiente é que surgem os chefes, gerentes e líderes que por sua vez exercem a autoridade de forma errada impondo ordens de todos os tipos.

O modo de como você se comporta e age tende a influenciar na qualidade das relações que você tem com os outros e que afetam o comportamento deles. E é claro que isto influencia os resultados que você obtém destas pessoas. Lembre-se do ditado: quem semeia tempestade acaba colhendo vento”.

Por exemplo: Se é rígido e inflexível com as regras, pode ser firme e castigar as pessoas que quebram as regras. Em troca como represália, seus projetos e relatórios podem ser guardados e esquecidos propositadamente por seus liderados.

Como resultado, seu departamento pode fazer certo, mas estará longe dos outros departamentos que ganham prêmios para soluções inovadoras e criativas para solucionar os problemas da empresa.

Você pode ser firme na sua convicção de controlar e manter as regras do jogo. Porém, estará pleiteando ser o centro das atenções reforçando e perpetuando a sua imagem de controlador. Por outro lado, se você acredita que a colaboração entre as pessoas resulta em melhoria de produtividade e se você está aberto com seus pensamentos para encorajar os outros através de idéias, as relações no grupo ficarão mais abertas.

Eles confiarão em você e se sentirão confortáveis em apresentar idéias para melhorar os resultados.

Portanto antes de dizer que é você quem manda, acredite no diálogo com as pessoas, perguntando e escutando, sendo o apoiador e facilitador do trabalho dos outros, inspirando o compromisso de estimular a criatividade e o respeito.