RÓTULO: você tem o seu?

“Para não ser rotulado e se dar bem nesse jogo de intrigas, não existem regras a seguir,

 O melhor que cada um faz é jamais falar de um colega de trabalho

algo que não gostaria que falassem de você.”

 

Lembro-me de uma estória de um jovem que se casou com a moça mais bonita da empresa que trabalhava. Depois de certo tempo casados, este jovem traiu a esposa com a irmã desta, ou seja, com a sua própria cunhada.

A mancada chegou ao conhecimento dos colegas de trabalho e espalhou-se pela empresa toda, passando aquele jovem a ser chamado, “aquele que saiu com a cunhada”.

Este rótulo não demorou muito para ser conhecido pela cidade toda, pois as notícias dessa natureza se espalham com bastante rapidez. Quem me contou esta estória, afirma que o casal mudou-se da cidade, porém quando retornava para visitar parentes as pessoas diziam que “aquele que saiu com a cunhada”, estava visitando a cidade.

No dia a dia como no ambiente de trabalho não é muito diferente, existe uma relação intensa entre pessoas que trabalham no mesmo setor e na empresa. Para cada um deles você tem uma impressão que pode ser negativa ou positiva. Daí a ideia de se relacionar melhor com determinadas pessoas, ter mais afinidade e consequentemente não suportar outras.

Do outro lado você também está sendo observado pelo seus colegas, sendo que suas atitudes e seu comportamento irão ditar a impressão que os outros tem de você. A essa impressão e a maneira como você se apresenta irá determinar a sua reputação na empresa do ponto de vista dos outros e consequentemente poderá a partir deste momento definir o seu rótulo.

É comum as pessoas virarem assuntos nas conversas dentro da empresa e ganhar rótulos depreciativos como: “mal-humorado”, “prepotente”, “folgado”, “puxa-saco”, “dedo-duro” e outros mais.
O jogo das relações no ambiente profissional além de ser complicado, exige das pessoas consciência da imagem que está construindo perante as pessoas que trabalham na mesma empresa.

Para não ser rotulado e se dar bem nesse jogo de intrigas não existem regras a seguir, o melhor que cada um faz é jamais falar de um colega de trabalho algo que não gostaria que falassem de você.
Mas se tiver que ser rotulado, que seja pelo lado positivo, como “o fominha por trabalho”, “cdf”, “sabe tudo”, e outros mais.

João de Araújo é graduado em RH, advogado e consultor trabalhista e diretor da Abal Gestão de Serviços Ltda.