AS PROFISSÕES EM ALTA

AS PROFISSÕES EM ALTA

A tecnologia deixou as pessoas mais próximas e a procura por emprego mais dinâmico. “O mercado está procurando profissionais que tem uma vasta experiência relacionada hoje com tecnologia”, disse Adriano Arruda, diretor de empresa. Em um país em que as novidades aparecem a cada dia, não é estranho que entre as profissões em alta estejam justamente aquelas em que o computador é o personagem principal. Por exemplo, perito digital, que descobre fraudes na internet, otimizador de sites, que faz o site aparecer mais na rede. Mas entre todas, tem uma que anda fazendo o maior sucesso: o designer de games, ou, criador de jogos eletrônicos.

Hoje, já existem 55 empresas que desenvolvem jogos no Brasil. Empregam programadores, ilustradores, modeladores, e não estão focadas somente nos jogos de diversão. Já tem mercado para publicidade e negócios, tanto para micros quanto para celulares. Os irmãos Gustavo e Augusto apostaram na idéia sete anos atrás. A receita é simples: uma sala, alguns computadores e muita criatividade.

O que era uma aposta numa profissão pouco conhecida, hoje já emprega cinco pessoas e tem até representantes na Inglaterra e Alemanha. Os jogos que sair de lá já chegam a mais de 20 países. Hoje, a dupla só vende para o exterior, em um mercado descoberto pela internet. “A pessoa tem que está ligada no que está acontecendo na sua área e em outras áreas”, disse Gustavo Bulow. “É possível para qualquer um, assim como foi para nós. É preciso algum investimento, com computadores e softwares, mas acho que o fundamental é o conhecimento, estudar e seguir adiante”, completou seu irmão Augusto.

Mas se você já tem uma profissão, não é por isso que vai ficar para trás. É só se adaptar. “Não só novas profissões surgem, mas também ocorrem mudanças nas profissões existentes. Por exemplo, no caso do direito e no próprio caso do magistrado, é necessário que advogados entendam cada vez mais sobre crimes eletrônicos e juízes entendam cada vez mais sobre tecnologia para poder julgar crimes na internet, ou fraudes eletrônicas, com mais conhecimento de causa”, explicou Arruda.

Se você não conhece muito a computação e não se dá bem com tecnologia, há outras profissões que também estão em alta:

-Cuidador de idosos, é o especialista que cuida dos mais velhos.
-Técnico em logística, que cuida da distribuição de produtos.
-Especialista na preservação do meio ambiente.

E tem mais: há uma área em que todas as profissões ligadas a ela estão em alta. É a hotelaria. O setor emprega hoje em todo país, mais de 260 mil pessoas e continua crescendo. O Senac, por exemplo, mantém uma faculdade dentro do hotel em Campos do Jordão, região serrana de São Paulo. São dois cursos: de tecnologia gastronomia e tecnologia em hotelaria. Além disso, há cursos básicos para garçom e cozinheiro. Esses são oferecidos para alunos carentes, com baixo custo e até alojamento para quem vem de fora. Todos os garçons do hotel são ex-alunos. “Hoje meus colegas estão muito bem empregados, no Rio de Janeiro, em São Paulo, Bahia. Eu quero tentar entrar nesse ramo também”, afirmou Luiz Henrique Ferri, aluno do curso.

Dentro do ramo de hotelaria, encontramos também outra profissão em alta: gastronomia. Karyna Muniz é chef de cozinha. Aprendeu a cozinhar com a mãe. Abandonou o curso de Ciências Sociais para fazer gastronomia. Hoje trabalha numa rede de hotéis. “A gente tem várias etapas: ajudante, primeiro cozinheiro, segundo cozinho, até chegar ao chefe”, disse. Karyna sabe bem o que é ser chefe de cozinha. “É preciso saber que quando você sai de uma faculdade de gastronomia, você não sai chefe de cozinha. É muito sacrificante, tem que estar de olho o tempo inteiro, tem que estar supervisionando o tempo inteiro. Requer muita dedicação e a carga horária é gigantesca. Quando perguntada se valeu ter abandonado a faculdade de Ciências Sociais, ela confirmou: “Valeu porque vale a pena correr atrás do sonho, vale a pena você saber qual é o seu dom, abraçar ele e correr atrás”.
Fonte: Jornal Hoje – TV Globo