OPORTUNIDADE: AGÊNCIA DE EMPREGOS BRASIL

É correto afirmar que o Brasil se transformou
em uma grande agência de empregos nos serviço público.

O mercado de empregos já tem uma forte concorrente que veio para explorar um nicho há muito praticado e até então pouco divulgado. Segundo seus idealizadores, que são todos políticos das esferas municipais, estaduais e federais, desde o tempo do Império o setor público convive com o empreguismo, então é em boa hora que foi criada a Agência de Empregos Brasil.

Neste ponto já alerto aos leitores desempregados, que observem que esta Agência de Empregos, é diferente das demais, pois pela porta desta, só entra parentes, cabos eleitorais, candidatos derrotados, esposas de ministros, apadrinhados e indicados diversos. O diferencial desta Agência é que está focada no setor público e a dispensa de concurso é um atrativo interessante.

O negócio vai de vento em polpa, pois segundo as recentes notícias as contratações sem o concurso público não faltam: na Câmara de Vereadores a maioria dos assessores dos nobres edis são parentes, nas Prefeituras estão um grande número de apadrinhados políticos, em Brasília as esposas dos ministros se empregaram em gabinetes e estatais com polpudos salários.

Segundo ainda os políticos na qualidade de gestores desta poderosa Agência de Empregos, ela está colaborando com a aquela expectativa dos empregos prometidos pelo novo governo, mostrando que o órgão público transformou-se no grande detentor dos empregos.

Nestes tempos de poucos empregos em que no setor privado as ofertas de emprego ocorrem na proporção inversa da procura, ou seja, tem poucas vagas para muitos candidatos, estão a exigir redução de custos com redução do quadro funcional e dispensa de empregados visando reduzir o alto custo da folha de salários, o poder público pratica o empreguismo à custa do sacrifício de uma população de poucos recursos.

Um aviso aos concorrentes: empreguismo é um componente genético inerente à conduta daqueles que dirigem o País. Portanto qualquer iniciativa no sentido de concorrer com esta Agência é pura perda de tempo. Aliás, esse pessoal joga pesado, vejam o que fizeram com as concorrentes do segmento: colocaram na merenda dos prestadores de serviços, doses cavalares de um coquetel de tributos, como: PIS, COFINS, ISS e Contribuição Social, IR, fazendo poucos sobreviventes.

Fora a discussão de métodos desleais da concorrência, da minha parte acho que este tipo de negócio vai à contramão da história, pois pela falta do profissionalismo da maioria do corpo funcional público, criam os cargos de confiança diferentemente de outros países desenvolvidos em que os servidores são técnicos efetivos e profissionais sem vinculação partidária, com número de comissionados desprezíveis.

Reportagens já mostraram repartições públicas, onde os servidores comparecem à repartição para ler jornal, usar telefones, ocupar mesas, servir-se de cafezinho, bater papo e complicar a vida de quem produz. A pergunta que cabe: dá para se conviver eternamente com uma situação dessas? Quanto custa para o contribuinte toda esta inoperância?

Dessa forma, é correto afirmar que o Brasil se transformou em uma grande agência de empregos nos serviço público. A título de informação um trabalhador do setor privado tem um produtividade 30% a mais que há 10 anos atrás, enquanto a considerar pela quantidade de servidores deve estar com produtividade 30% a menos.

Além do mais existem outras distorções, no setor privado se paga pelo desempenho e no setor público se paga pelo cargo, exigindo que o Brasil seja o campeão de impostos,

Utilizando os recursos quase que unicamente para pagar o salário de servidores públicos, pouco sobrando para investimentos.

Está na hora dos políticos fecharem as portas da Agência de Empregos Brasil, e os legisladores e administradores públicos prestigiarem a população como um todo, criando e reformando as leis e dotando-os de infraestrutura que estimulem todos os setores e principalmente o privado, para que igualmente em quantidades equivalentes ao setor público, gerem empregos, porém que o critério seja a competência.

João de Araujo