GOSTAR DO QUE FAZ: na vida e no trabalho

“A estória não é a mais importante. O importante é que a diferença em um e outro é que o outro gosta de trabalhar. É fundamental gostar do que faz, seja na roça, na empresa ou na vida”.

Pessoalmente não sou adepto daquelas estorinhas que muitos palestrantes e renomados consultores contam para ilustrar as suas apresentações. Parece que foi inventada, muito embora algumas até sejam verdadeiras.

Por isso nestas minhas escritas, eventualmente conto algumas passagens que vivenciei e trago para meu texto como exemplo. Mas esta estória foi enviada por um leitor e achei interessante.

Nos tempos em que existia o curso ginasial para faixa estaria dos 11 aos 14 anos, dois estudantes se destacavam. Um porque era o primeiro da classe. Suas notas era uma coleção de 10. O outro, coitado só tirava notas baixas, constantemente ficava para o exame final de segunda época. Era o ultimo da classe.

Passou o tempo, o primeiro da classe continuou os seus estudos e se formou em administração. Prestou concurso público e foi aprovado em primeiro lugar. No seu emprego tinha um excelente salário além de trabalhar pouco. E o pouco que fazia não gostava, um deles era de carimbar papéis. Tinha constantemente ataque de stress e aliviava com licenças e viagens ao exterior. Porém quando chegava ao trabalho novamente começava o sacrifício. Sua esposa de tanto conviver com alguém irritado evitava acompanhá-lo nas viagens de férias, deixando que fosse só. Aliás, pediu a separação e se envolveram numa briga pela disputa da pensão.

A demissão jamais passava pela sua cabeça, pois tinha um ótimo salário e estabilidade no emprego, afinal era concursado. Além do mais tinha o direito à aposentadoria integral em torno de 45 anos de idade. Achava que valia o sacrifício, e haja sacrifício! Tinha ainda direito a um seguro de previdência privada que daria um rendimento a mais quando se aposentasse. Não é necessário dizer que este trabalhador apesar de ter tudo, era um infeliz.

E nosso último da classe. Abandonou os estudos e foi trabalhar na roça como boia fria. Com as poucas economias comprou um pequeno pedaço de terra. Começou a sua própria plantação. Seu negócio começou a prosperar e teve que contratar pessoal se transformando em empregador.

Tendo a necessidade de aprimorar seus conhecimentos com muito custo conseguiu fazer o curso supletivo para terminar o 2º grau. Estudou muito e conseguiu passar no vestibular da faculdade. Formou-se como agrônomo, afinal descobriu que esta era a profissão que sempre quis ter. No seu sitio construiu uma escola, conseguiu professores e matriculou todas as crianças daquela zona rural. Casou com uma das professoras e ele próprio nas horas vagas dava aula de agricultura às crianças. Dizia que teria que treinar pessoal para capacitá-lo ao trabalho.

Transformou-se numa pessoa extremamente competente e feliz. Hoje é um grande empregador e muito produtivo. É o primeiro na vida e no trabalho.

Lembram do primeiro da classe. Está acabado. Transformou-se no último na vida e no trabalho.

A estória não é a mais importante. O importante é que a diferença em um e outro é que o outro gosta de trabalhar. É fundamental gostar do que faz, seja na roça, na empresa ou na vida. Quantas vezes já fomos vítima de quem não tem gosto pelo trabalho que faz. Entre nesta estória e desenvolva atos e ações para que no final você seja o melhor e alcance o primeiro lugar na vida e no trabalho.

João de Araújo

Fechar Menu